segunda-feira, 10 de julho de 2017

[RESENHA] A menina que tinha dons


Um evento provocado por um vírus, o ophiocordyceps, dizimou quase toda a população mundial. Todas as manhãs em uma base militar, Melanie, uma garota muito inteligente de 10 anos, sai de sua cela e segue para a sala de aula onde encontrará os outros "alunos". Porém, assim como eles, ela está amarrada a uma cadeira...


  Eles são famintos e fazem parte de uma pesquisa. 
  Os infectadas pelo vírus (os famintos), ao sentirem o cheiro de pessoas humanas, tentam atacá-las a qualquer custo, até devorá-las por completo.
  Porém, as crianças ali estudadas são diferentes dos demais infectados. Elas agem normalmente sem a presença do cheiro humano. Diferente dos famintos que, quando não estão caçando, ficam estáticos e não raciocinam.



"Algo se abre dentro dela, como uma boca se escancarando cada vez mais e gritando o tempo todo - não de medo, mas de carência. Melanie pensa que tem uma palavra para isso agora, embora ainda não seja nada que tenha sentido na vida. É fome."


  Após um ataque inesperado de lixeiros (sobreviventes que vivem como animais) a base, Melanie, Justineau, Sargento Parks, Soldado Gallagher e Dra. Cadwell escapam e partem para a base central em outra cidade.
  Melanie irá fazer de tudo para controlar sua fome e salvar Justineau, sua professora favorita, já que é "imune" ao olfato dos outros famintos. Para a maioria ela ainda representa uma ameaça, por isso é mantida amarrada e amordaçada. 


"E ela já sente falta da Srta. Justineau, embora as duas ainda estejam juntas. Ela não acredita que um dia vá amar tanto alguém."



  Porém, o caminho a ser percorrido é longo e incerto e eles possuem poucos mantimentos. Além disso, o percusso está cheio de famintos e lixeiros prontos para atacar...



"Um animal daqueles, mesmo que pareça humano, deve emitir sons sem significado nenhum ou nem produzir som. Ouvi-lo falar só turva as águas."




  O tema aparenta trivialidade, mas se engana quem pensa assim. O autor transformou um assunto clichê em algo novo e sensível. 
  A história prende o leitor do início ao fim, tornando a narrativa envolvente. Apesar de ter me surpreendido com o desfecho, não gostei muito dele, deixou um gostinho de quero mais. 
  Mas, de qualquer forma, eu amei o livro. Admito que inicialmente não criei muitas expectativas. Agora, recomendo a leitura de olhos fechados haha. Beijos!


"Elas serão as próximas pessoas. Aquelas que vão fazer tudo ficar bem novamente."

Um comentário:

  1. Muito bom! Adorei a premissa do livro. Quero para ontem...pena que nao curtiu tanto o final.
    Beijos,
    Monólogo de Julieta

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