segunda-feira, 11 de julho de 2016

[RESENHA] Royal 47




  Rino decide abandonar o apartamento de seus pais e alugar um quitinete em um bairro boêmio de Porto Alegre; ele busca seu amadurecimento e inspiração neste novo bairro. Leva uma vida tranquila, deixando tudo acontecer naturalmente, até que...


"[...] achei melhor deixar a vida fluir naturalemente, sem planejamento ou expectativa."



  Ao assistir um filme onde um garoto ganha uma máquina de escrever, ele decide comprar uma. No dia seguinte vai até um antiquário e encontra uma Royal Quiet Luxe 47, na qual apelida carinhosamente de Royal 47, ele espera que sua inspiração venha em um "combo" com a nova aquisição, porém não é o que acontece, por enquanto...
  Entediado com sua nova rotina, Rino decide procurar um emprego, não quer nada de muito trabalhoso. Acaba encontrando uma vaga para Personal friend, perfeito!
  No seu primeiro encontro, uma jovem senhora o contrata para conversar... Conversa vai, conversa vem, ele acaba curtindo o novo trabalho; mas não por muito tempo. 
  Entre trabalhos efêmeros, bebedeiras e motociclistas, Rino até se arrisca como ator.


"É estranho as pessoas colocarem o insucesso e as derocadas dos relacionamementos no pobre do amor. Não, não. Ele é o menos culpado. Não morremos de amor, é a desilusão e o desgosto que nos esmagam. são nossas própias ideias, lembranças, perspectivas e agonias que nos transformam em seres introvertidos, amargurados e mal amados."


  Bom, devemos ressaltar que Rino não deixou de lado seu desapego em relação a relacionamentos, neste livro ele continua se envolvendo com mulheres em relacionamentos superficiais, inclusive mulheres bem mais velhas. 
  Ao final do livro uma surpresa... O seu primeiro romance é concluído!
  


"[...] passado é passado. Serve de aprendizado e nada mais. Nostalgia e lembranças nos levam a afundar em angústias e saudades [...] Agarrar-se ao passado é viver com medo, com receio e cheio de trancas."



  Já habituada a personalidade forte do nosso querido Rino Calderola, gostei muito mais do segundo livro. Na minha percepção houve um amadurecimento do autor e da personagem principal.
  A história é mais envolvente, porém continua com a mesma pegada informal de "Verme!". Enfim, recomendo a leitura de ambos, aguardo ansiosa por novos trabalhos, beijos.


  Ah, e para quem não leu, dá uma olhada na resenha de Verme! http://preguicaliteraria.blogspot.com.br/2016/06/resenha-verme.html
  

  
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2 comentários:

  1. Olá! Tudo bem?
    Esse livro parece ser bem interessante e pelas quotes parece ser bem reflexivo também.
    Este deve ser uma ótima continuação para o primeiro livro.
    Gostei das premissa dos dois livros, pelo que pude ler nas duas resenhas.

    Abraços!

    -Ricardo, Lapso de Leitura

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  2. O livro é uma continuação? Boei aqui na resenha, não conheço a série haha' Adoro livros que tem escritores! Acho muito bacana um escritor escrever sobre a experiência de escrever. É quase como uma biografia estranha ahaha'

    Beijos!
    31 de Março

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